Monitoramento ambiental e vigilância genômica do Novo Coronavírus (SARS-CoV-2) e bactérias multirresistentes
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
- Mudanças Climáticas – Monitoramento do Clima
Resumo
A resistência aos antibióticos foi recentemente considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma das três maiores ameaças deste século em termos de saúde pública, aumentando consideravelmente a morbidade e mortalidade associadas a doenças infecciosas. A resistência que encontramos em isolados bacterianos clínicos é comumente encontrada em isolados bacterianos ambientais. Isto ocorre, pois a resistência aos antibióticos é um mecanismo natural, utilizado por bactérias do ambiente para sobreviver a presença de compostos antimicrobianos naturais produzidos por outros micro- organismos. Este cenário é ainda mais preocupante na atual conjuntura da pandemia de Covid-19. Devido co-infecções bacterianas em pacientes acometidos com a doença, o antibiótico Azitromicina, assim como vários outros antibióticos, foram usados em larga escala e com pouco controle, ao longo do tratamento da doença. Atualmente os métodos de biologia molecular têm sido amplamente empregados para vigilância ambiental e biomonitoramento da saúde dos ecossistemas, dentro de uma abordagem investigativa que chamamos de One Health. Neste contexto, conhecer a saúde dos corpos hídricos da Região Metropolitana de Belém, mais especificamente o nível de contaminação por bactérias multirresistentes e pelo vírus SARS-CoV-2 é de extrema importância para direcionar as ações de instituições públicas no combate a pandemia de Covid-19. Este biomonitoramento também poderá prever novas altas de casos e auxiliar o Governo do Estado a identificar as principais áreas de risco da cidade.