← Voltar

VIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA HOJE: UM ESTUDO SOBRE AS(OS) DISCENTES DA GRADUAÇÃO E DA PÓS-GRADUAÇÃO DO ICSA/UFPA

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Subunidade
FACULDADE DE SERVICO SOCIAL
Coordenador
MARIA ANTONIA CARDOSO NASCIMENTO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Resumo

A ideia inicial da elaboração deste projeto de pesquisa tinha como foco as(os) discentes da FASS, considerando não apenas o fato de ser uma das faculdades pioneiras do ICSA, como também o elevado número de discentes, distribuídos em 03 (três) turnos. Ao longo dos seus 63 anos de existência, a FASS vem mantendo o mesmo número de discentes ingressantes (120 por ano), quando dados nacionais têm informado que a maioria das faculdades de Serviço Social têm apresentado um baixo número de candidatas(os) por ano. Um terceiro fator que justificaria a centralidade do projeto de pesquisa na FASS é o fato de que dos 150 projetos de Ensino, Extensão e Pesquisa registrados no ICSA, segundo o PDU/ICSA 2023-2025, a Faculdade lidera com 55% de projetos de pesquisa e 32% de projetos de extensão, embora não registre nenhum projeto de ensino . Consulta realizada em dissertações e teses do PPGSS indica a inexistência de estudos em que as(os) sujeitas(os) sejam discentes da FASS e/ou do PPGSS. A ausência de elementos sobre as(os) discentes das faculdades do ICSA suscita questões sobre a vivência universitária hoje que, por sua vez, se desdobram em muitas outras: Quem são estas(es) discentes? De que famílias provêm? Quais suas condições socioeconômicas? Em que tipo de instituição cursaram a educação básica e a graduação - no caso das(os) que já cursam a pós-graduação? Como avaliam sua formação anterior? Por quais fontes de informação se mantêm informadas(os)? Como avaliam a confiabilidade dessas fontes? Que atividades realizam para garantir sua sobrevivência? Quais os maiores entraves para se manterem na universidade? Quais os maiores desafios no processo de ensino-aprendizagem? Como vivenciam o cotidiano da UFPA? Qual sua percepção sobre a gestão das faculdades, do Instituto, da própria UFPA e do corpo docente? Qual perfil étnico-racial e de gênero predomina entre as(os) discentes? Quais são suas expectativas em relação à formação universitária e à inserção profissional? As(os) discentes já enfrentaram situações discriminatórias na UFPA? Como essas experiências impactam na vida acadêmica desses jovens? Somam-se a esses questionamentos o fato de que o ano de 2026 é marcado por várias comemorações do Serviço Social brasileiro, dentre elas, os 90 anos da primeira Escola de Serviço Social no Brasil, os 80 anos da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), os 30 anos das Diretrizes Curriculares da profissão e, no âmbito da UFPA, os 63 anos da vinculação do curso de Serviço Social à instituição. Estes são marcos importantes que recolocam a necessidade de refletir e pesquisar sobre a formação e o exercício profissional num Brasil inscrito no movimento da realidade e no processo de divisão internacional, nacional e regional do trabalho, na condição de periferia do capital. Esta condição vai moldando as particularidades e singularidades no processo de formação sociorracial, econômica, sexual, cultural e política das relações capitalistas no país e suas determinações contemporâneas, como a barbárie capitalista, que no tempo presente tende a se agudizar com o velho investimento bélico deste modo de produção, uma das estratégias do capital em face de mais uma de suas crises. Ao avançar na relevância em elaborar um projeto de pesquisa que buscasse não fugir desta perspectiva de leitura das relações sociais, elucidar os múltiplos desafios que se colocam para a classe trabalhadora e, por conseguinte para discentes da FASS e do PPGSS, claro se fez que a priorização por essa faculdade e seu programa de pós-graduação, não daria conta da complexidade da realidade que a formação e a pesquisa em Serviço Social, sob a orientação do pensamento crítico do materialismo histórico-dialético, tem adotado há mais de quarenta anos . Isso posto, destaca-se a necessidade de pensar os diversos desafios que se impõem no cotidiano das faculdades e nos programas de pós-graduação do ICSA, o que requer investigar a totalidade de suas subunidades em seus elementos comuns e particulares e como elas podem convergir, dialogar com as outras realidades da UFPA e das Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil, particularmente na realidade amazônica. Neste sentido, decidiu-se redimensionar o foco da pesquisa para discentes das 07 (sete) faculdades e dos 06 (seis) programas de pós-graduação do mencionado instituto