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Prevalência e incidência de infecções sexualmente transmissíveis em quatro populações socialmente vulneráveis do estado do Pará

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM BIOLOGIA DE AGENTES INFECCIOSOS E PARASITARIOS
Coordenador
LUIZ FERNANDO ALMEIDA MACHADO
Período
2023-05-02 a 2026-06-30
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são um problema de saúde pública. Populações socialmente vulneráveis (mulheres trabalhadoras sexuais, homens que fazem sexo com homens e mulheres transexuais) são facilmente envolvidos na aquisição de ISTs tais como HIV-1, HTLV-1/2, hepatite B, hepatite C, Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e T. pallidum. A escassez de informações epidemiológicas na região Norte, sugere a necessidade de avaliação transversal da medida de prevalência e da avaliação prospectiva (18 meses) em uma coorte, das variáveis que influenciam a incidência dessas ISTs. Serão estudadas dez áreas urbanas, sendo que alguns apresentam índices usualmente baixos de IDH (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, Santa Isabel, Capanema, Bragança, Curuça e Tucuruí) localizadas no nordeste do estado do Pará. O estudo transversal será acompanhado da busca de informações demográficas, sociais e comportamentais, que também servirão no acompanhamento prospectivo para associar a incidência das infecções, a adesão à terapêutica (TARV e antibioticoterapia) e a extensão de métodos de prevenção e controle do HIV-1 (PreP e PEP) e sua influência no controle de outros agentes. A prevalência será medida pela presença de anticorpos para os agentes (realizados por ELISA, Western blot, VDRL, FTA- Abs e testes rápidos) e a definição de tipos, subtipos (para HTLV), mutações de resistência (para HIV), e a pesquisa de HPV e C. trachomatis por métodos de biologia molecular (PCR, qPCR, sequenciamento). No acompanhamento da coorte, os mesmos métodos serão utilizados para o diagnóstico laboratorial das infecções e caracterização dos agentes infecciosos. O grupo de trabalho possui experiência de campo (recrutamento e abordagem de pessoas) e laboratório (métodos citados). A detecção de casos existentes de IST e os novos casos demandarão o atendimento médico especializado em unidades de referência, efetuado por participantes do grupo de trabalho. Medidas de prevalência e de busca ativa para a incidência são cruciais na interrupção da transmissão dos agentes e criar modelos para uso em políticas de saúde pública.