Módulo para estimular musculatura de controle do tronco: um ensaio para acidente vascular encefálico.
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
Resumo
O acidente vascular encefálico (AVE) é o equivalente no cérebro ao enfarte cardíaco. Pode ser isquêmico (AVEi), caracterizado por uma obstrução vascular localizada que interrompe o suprimento de oxigênio e glicose ao tecido cerebral, ou hemorrágico (AVEh), quando ocorre a ruptura de um vaso intracraniano, ocasionando compressão de estruturas nervosas e aumento da pressão nessa área. O AVE é uma condição que pode resultar em prejuízo neurológico (com alterações físico-cognitivas), levar à incapacidade e é uma das principais causas de morte no Brasil. Suas manifestações frequentemente envolvem fraqueza muscular, instabilidade postural, alterações nas reações de equilíbrio e padrões motores atípicos, resultando em dificuldades para a execução dos movimentos funcionais, prejudicando a qualidade de vida individual, principalmente a independência relativa à realização das atividades de vida diária e ao desempenho ocupacional. Após o acidente cérebro-vascular, quanto mais cedo o paciente começar a reabilitação, melhor será o prognóstico e os ganhos funcionais podem continuar por muitos anos. O treino motor em pacientes após AVE com biofeedback é um importante instrumento de reeducação neuromuscular, com autores afirmando que a técnica é efetiva nestes pacientes, podendo estas, serem inseridas em protocolos de atendimento fisioterapêutico. Desse modo, esse projeto propõe o desenvolvimento de um módulo completamente automatizado, capaz de executar uma série de exercícios pré-programados aleatórios em sua sequência, permitindo um acompanhamento fisioterapêutico mais quantitativo pela assistência de biofeedback visual com eletromiografia em tempo real, em indivíduos acometidos pelo AVE. Espera-se com isso, contribuir para a implementação de novas tecnologias aplicadas à saúde e disponibilizá-las para a população como mais uma ferramenta terapêutica para o tratamento do AVE.