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Acolhimento do adulto com transtorno do desenvolvimento intelectual: cenário atual e contribuição da arteterapia para a aprendizagem e o bem-estar do sujeito

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Coordenador
VALERIE SARPEDONTI
Período
2024-05-06 a 2026-12-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação

Resumo

A ‘década do cérebro’ nos anos 1990 foi marcada por grandes avanços tecnológicos que permitiram aos neurocientistas e psiquiatras um melhor entendimento do funcionamento do encéfalo. Essas novas descobertas foram essenciais para melhorar os diagnósticos e tratamentos de diversas doenças e transtornos mentais. Subsequente a esses avanços, leis foram promulgadas de forma a promover a inclusão social e os cuidados à saúde para todos. No entanto, foco foi dado às crianças com deficiência, deixando do lado a comunidade adulta. Hoje em dia, o adolescente com transtorno do desenvolvimento intelectual (TDI) em situação de dependência de cuidados na cidade de Belém, tem poucas alternativas para integrar um centro de acolhimento. Os adultos acima de 30 anos vivenciam uma situação pior pois, pela idade, foram vítimas de uma sociedade excludente e preconceituosa quando menores de idade. As abordagens educativas susceptíveis de estimular o potencial cognitivo, a aprendizagem e o bem-estar do público em foco, são poucos documentados com maior divulgação de métodos visando à alfabetização e estimulação da criança. Diante desse cenário, a presente proposta teve como primeiro objetivo investigar a proporção de adultos (20 – 59 anos) com transtorno do desenvolvimento intelectual atendidos em estabelecimentos públicos no Estado do Pará, por meio da divulgação de questionários online. A segunda parte do projeto consiste em estudos de casos e será realizada no Centro-dia de referência das pessoas com deficiência e seus familiares. O Centro atende atualmente 17 adultos com TDI que recebem os cuidados dispensados por uma equipe muito restrita, contando apenas com um terapeuta ocupacional, um psicólogo e um cuidador social. A nossa proposta visa testar o uso da arte, especialmente a música, o teatro e a dança como ferramentas para trabalhar a socialização, motivação e a aprendizagem ao longo de 16 meses com alguns beneficiários do Centro-dia. O planejamento das atividades será realizado em conjunto como o nosso colaborador arte-educador e terão como tema norteador a relação entre o homem e o mundo animal. O desempenho dos participantes será avaliado por meio de um sistema de pontuação por variáveis categóricas e modalidade artística. Em paralelo, uma abordagem fenomenológica será usada para avaliar possíveis mudanças de comportamento dos participantes ao longo do projeto que poderiam ser associadas às ações realizadas pela equipe proponente. Para tal, reuniões mensais serão organizadas com a colaboradora do Centro-dia que, pela sua convivência diária com os participantes se torna a mais apta para detectar quaisquer tipos de mudanças nos participantes. Assim, espera-se fornecer uma visão atual das dificuldades enfrentadas pelos adultos com TDI e seus familiares, assim como analisar os benefícios da arteterapia para esse público e a necessidade de montar equipes de profissionais capacitados e diversificadas de forma a atender todas as necessidades do público neurodivergente.