Abrir a caixa lúdica e fazer uma brinquedoteca: escuta de crianças no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança através do trabalho em grupo
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 5 - Igualdade de Gênero
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Resumo
Ao pensar em saúde da criança, o Ministério da Saúde preconiza o acompanhamento pediátrico do desenvolvimento físico, cognitivo e sócio emocional, apresentando assim uma noção de saúde integrada que, para tanto, requer dos serviços de saúde também a compreensão destes diferentes aspectos do desenvolvimento. Na medida em que o presente projeto de extensão tem sua execução em um ambulatório pediátrico, situado no Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (CASMUC), partimos também desta concepção de integralidade da saúde da criança, que para a psicanálise, enquanto operador clínico conceitual que sustentará a prática, inclui a dimensão inconsciente daquilo que se manifesta como saúde ou doença, ou seja, não se limita ao sintoma em suas características objetivas, mas compreende este como uma produção possível do sujeito diante de conflitos. Com isso, ainda que nos dediquemos ao tratamento do sintoma da criança, este só pode ser pensado na relação desta com seus cuidadores e com a rede em seu entorno, incluindo os serviços de saúde, e para lidar com os conflitos da criança, a brincadeira surge como um importante operador clínico, oferecendo um espaço para o sujeito-criança dar vazão às suas fantasias e colocar em cena/jogo possíveis dificuldades que se atualizam como entraves no desenvolvimento. Como modo de propiciar um espaço possível para elaboração infantil de seus conflitos, o presente projeto busca oferecer um espaço em que a criança possa brincar, em grupo ou com um adulto, e através da brincadeira tenha algum tratamento para questões, já que a brincadeira será tomada como modalidade da clínica psicológica.