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“Use of native species from different trophic levels and occurring in bauxite mining area to evaluate the toxicity of residues derived from this activity”

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Coordenador
LILIAN LUND AMADO
Período
2019-07-01 a 2026-03-01
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 7 - Energia Acessível e Limpa
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
  • Mudanças Climáticas – Monitoramento do Clima

Resumo

Testes de toxicidade aguda e crônica com organismos aquaticos são importantes ferramentas para caracterizar a toxicidade tanto de efluentes líquidos industriais, como domésticos, assim como de agentes químicos. As informações obtidas com esses testes podem fornecer uma avaliação dos riscos e a determinação de limites máximos permissíveis de efluentes e descargas químicas (Zagatto, 2008). A legislação ambiental (CONAMA 357/05 e CONAMA 430/11) pressupõe o monitoramento dos efeitos tóxicos de efluentes resultantes de atividades antrópicas em espécies padronizadas. De uma forma geral os organismos teste não são nativos do Brasil, fato que pode influenciar a interpretação dos resultados, uma vez que organismos exoticos podem ser mais ou menos sensíveis a condições locais quando comparados a espécies nativas. Baseado nesse fato, é extremamente importante que espécies amazônicas possem ser reconhecidas como organismos teste para uma avaliação mais precisa da toxicidade de efluentes nessa região. Para tornar possível a avaliação da sensibilidade e o potencial de resposta de espécies nativas, o presente projeto está propondo a comparação dos resultados de testes tóxicos desenvolvidos com espécies nativas com resultados de testes feitos com espécies teste exóticas: peixe (Danio rerio) e nematoda (Caenorhabditis elegans). Os Nematoda podem ser indicadores sensíveis à poluição (Bongers & Ferris, 1999). Eles tem uma rápida recuperação e geralmente um ciclo de vida mais curto quando comparados a maioria dos grupos da macrofauna. Além disso, a ausência de estágios de vida pelágicos e seu estilo de vida endobiotico impõem que efeitos de contaminação local não sejam mascarados por migrações. Portanto é esperado que eles demonstrem geralmente uma resposta rápida à poluição (Vincx & Heip, 1987). O cultivo de nematodeos de vida-livre pode possibilitar a realização de experimentos em condições controladas. Dessa forma, informações valiosas podem ser obtidas sobre diferentes aspectos da fisiologia do nematoda como ciclo de vida, reprodução e alimentação. Espécies de nematoda que são viáveis para cultivo em laboratório tem tipicamente rápido crescimento, curto tempo de geração, curta longevidade e alta capacidade reprodutiva, tornando-os organismos modelo ideais para experimentos ecotoxicologicos (Moens & Vincx, 1998). Peixes tem atraido considerável interesse para estudos de avaliação de respostas biológicas a contaminantes ambientais. Principalmente devido a características de onipresença em ambientes aquáticos e seu importante papel ecológico em teias tróficas aquáticas, uma vez que eles funcionam como organismos carreadores de energia de níveis tróficos mais baixos para mais altos. Portanto, a compreensão de efeitos de contaminantes em peixes, tem uma alta significância ecológica (Van der Oost et al., 2003). Além disso, um grande número de espécies são de fácil cultivo e manutenção em laboratório, fato que pode tornar viável o uso em testes ecotoxicológicos.