Use of native species from different trophic levels and occurring in bauxite mining area to evaluate the toxicity of residues derived from this activity
ODS vinculados
- 7 - Energia Acessível e Limpa
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
- Mudanças Climáticas – Monitoramento do Clima
Resumo
Testes de toxicidade aguda e crônica com organismos aquaticos são importantes ferramentas para caracterizar a toxicidade tanto de efluentes líquidos industriais, como domésticos, assim como de agentes químicos. As informações obtidas com esses testes podem fornecer uma avaliação dos riscos e a determinação de limites máximos permissíveis de efluentes e descargas químicas (Zagatto, 2008). A legislação ambiental (CONAMA 357/05 e CONAMA 430/11) pressupõe o monitoramento dos efeitos tóxicos de efluentes resultantes de atividades antrópicas em espécies padronizadas. De uma forma geral os organismos teste não são nativos do Brasil, fato que pode influenciar a interpretação dos resultados, uma vez que organismos exoticos podem ser mais ou menos sensíveis a condições locais quando comparados a espécies nativas. Baseado nesse fato, é extremamente importante que espécies amazônicas possem ser reconhecidas como organismos teste para uma avaliação mais precisa da toxicidade de efluentes nessa região. Para tornar possível a avaliação da sensibilidade e o potencial de resposta de espécies nativas, o presente projeto está propondo a comparação dos resultados de testes tóxicos desenvolvidos com espécies nativas com resultados de testes feitos com espécies teste exóticas: peixe (Danio rerio) e nematoda (Caenorhabditis elegans). Os Nematoda podem ser indicadores sensíveis à poluição (Bongers & Ferris, 1999). Eles tem uma rápida recuperação e geralmente um ciclo de vida mais curto quando comparados a maioria dos grupos da macrofauna. Além disso, a ausência de estágios de vida pelágicos e seu estilo de vida endobiotico impõem que efeitos de contaminação local não sejam mascarados por migrações. Portanto é esperado que eles demonstrem geralmente uma resposta rápida à poluição (Vincx & Heip, 1987). O cultivo de nematodeos de vida-livre pode possibilitar a realização de experimentos em condições controladas. Dessa forma, informações valiosas podem ser obtidas sobre diferentes aspectos da fisiologia do nematoda como ciclo de vida, reprodução e alimentação. Espécies de nematoda que são viáveis para cultivo em laboratório tem tipicamente rápido crescimento, curto tempo de geração, curta longevidade e alta capacidade reprodutiva, tornando-os organismos modelo ideais para experimentos ecotoxicologicos (Moens & Vincx, 1998). Peixes tem atraido considerável interesse para estudos de avaliação de respostas biológicas a contaminantes ambientais. Principalmente devido a características de onipresença em ambientes aquáticos e seu importante papel ecológico em teias tróficas aquáticas, uma vez que eles funcionam como organismos carreadores de energia de níveis tróficos mais baixos para mais altos. Portanto, a compreensão de efeitos de contaminantes em peixes, tem uma alta significância ecológica (Van der Oost et al., 2003). Além disso, um grande número de espécies são de fácil cultivo e manutenção em laboratório, fato que pode tornar viável o uso em testes ecotoxicológicos.