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Estudo da viabilidade de atividades agrícolas em comunidades tradicionais da Reserva Extrativista Verde Para Sempre (PMZ).

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTAMIRA
Subunidade
FACULDADE DE GEOGRAFIA - ALTAMIRA
Coordenador
JOSE ANTONIO HERRERA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental

Resumo

A Reserva Extrativista Verde Para Sempre, localizada em Porto de Moz/Pará, é a maior e a mais antiga Unidade de Conservação da Amazônia, celebrando, em 8 de novembro de 2024, seu vigésimo aniversário. Criada para garantir a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade das populações tradicionais, a Resex ainda enfrenta desafios significativos, como a exploração ilegal de madeira e a expansão da criação de búfalos. Essas atividades, incentivadas por grupos empresariais e políticos locais, não apenas ameaçam os recursos naturais, mas também criam dependência econômica nas comunidades. Desde 2021, o Laboratório de Estudos das Dinâmicas Territoriais na Amazônia (LEDTAM), com apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA), tem conduzido pesquisas sobre as dinâmicas socioprodutivas na Resex. Um diagnóstico realizado em 39 das 96 comunidades identificou vocações produtivas locais e resultou na escolha de quatro comunidades para implementação das Unidades Produtivas Integradas Comunitárias (UPIC). Essas unidades, inspiradas no projeto “Sisteminha-EMBRAPA”, combinam produção de pescado, cultivos de ciclo curto, plantas medicinais e espécies frutíferas, promovendo a diversificação da produção alimentar. A presente pesquisa tem como objetivo analisar a efetividade e os impactos socioeconômicos e ambientais das iniciativas produtivas implementadas na Resex, investigando sua viabilidade técnica, adesão comunitária e potencial de reprodução em outras comunidades. Além disso, busca compreender de que forma práticas sustentáveis, como a implantação de viveiros de mudas de espécies nativas, podem contribuir para a conservação ambiental e a resiliência socioeconômica dos moradores. A metodologia adotará abordagens qualitativas e quantitativas, incluindo entrevistas, grupos focais, análise de dados socioeconômicos e acompanhamento dos processos produtivos ao longo do período da pesquisa. Espera-se que os resultados gerem subsídios para políticas públicas e estratégias de desenvolvimento sustentável na Amazônia.