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Heterogeneidade Molecular do Câncer de Mama do Subtipo Triplo Negativo e Suas Implicações Na Resposta Ao Tratamento

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Coordenador
BARBARA DO NASCIMENTO BORGES
Período
2025-05-01 a 2027-11-30
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O câncer de mama é o tumor maligno mais comum e a principal causa de morte por câncer em mulheres ao redor do mundo. De acordo com a expressão de marcadores moleculares, os tumores de mama são classificados em diferentes subtipos moleculares: Luminal-A, Luminal-B, Luminal-B híbrido HER-2, HER-2 positivo e Triplo Negativo, sendo este último responsável por 10–20% dos casos, ocorrendo frequentemente em mulheres mais jovens, apresenta comportamento altamente agressivo, alto poder metastático e pior prognóstico. A variedade de respostas a terapias e de prognósticos observada em pacientes com câncer de mama Triplo Negativo (CMTN) se deve a grande heterogeneidade molecular que esse subtipo apresenta. Dessa forma, a classificação molecular dos diferentes subtipos de CMTN, pode ajudar em um direcionamento clínico do paciente, visto que subtipos diferentes respondem melhor a tratamentos específicos. Assim, o objetivo geral da presente proposta é identificar os subtipos do câncer de mama Triplo Negativo na população paraense e correlacionar os mesmos com prognóstico e resposta ao tratamento. Para isso, será realizada a abordagem de RNA-Seq em pacientes diagnosticadas com CMTN. Os dados obtidos serão utilizados para classificar as amostras em diferentes subtipos de CMTN, bem como identificar marcadores (assinatura molecular) de cada subtipo observado. Posteriormente, as assinaturas moleculares serão validadas por PCR em tempo real, tanto em amostras tumorais mamárias quanto de plasma sanguíneo, a fim de checar sua reprodutibilidade bem como a viabilidade da utilização por métodos minimamente invasivos (biópsia líquida). Outrossim, as assinaturas moleculares serão analisadas quanto às suas funções, poder prognóstico e de resposta ao tratamento. Dessa forma, os resultados obtidos poderão ser utilizados pelos profissionais da oncologia clínica no diagnóstico e prognóstico, bem como no direcionamento das melhores terapias, contribuindo massivamente para a melhoria da sobrevida dos pacientes com CMTN.