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Desenvolvimento de novos fármacos a partir de compostos bioativos com potencial terapêutico contra as leishmanioses cutâneas.

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE BIOMEDICINA
Coordenador
EDILENE OLIVEIRA DA SILVA
Período
2017-05-01 a 2025-12-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação

Resumo

A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) constitui uma protozoose com elevada incidência na região Amazônica e um sério problema de saúde pública. No Estado do Pará existem sete espécies de Leishmania que causam LTA e isto dificulta a produção de qualquer medida que vise controlar a doença. Desde a década de 40 a terapia mais aceita para todas as formas de leishmaniose é a utilização de antimoniais pentavalentes (DI GIORGIO, 2000). Entretanto, a presença de variadas formas clínicas da doença unida ao surgimento de cepas resistentes aos antimoniatos pentavalentes, têm dificultado o tratamento (ASHUTOSH et al., 2007; DIAS et al., 2007). As drogas de segunda linha como anfotericina B e pentamidina tem demonstrado pouca eficácia ao tratamento, principalmente devido ao desenvolvimento de cepas resistentes, via de administração ser invasiva, toxicidade e são a causa de reações adversas (MUKHERJEE et al., 2006; CROFT et al., 2006). Devido à resistência às drogas utilizadas e aos efeitos colaterais produzidos por estes medicamentos, a busca por novos fármacos oriundos de fontes naturais é o foco de muitos estudos devido, principalmente, aos baixos custos na obtenção dessas substâncias. Estudos demonstraram o efeito leishmanicida de bioprodutos provenientes de plantas (como alcaloides e flavonoides) e também de fungos (metabólitos secundários, polissacarídeos). (MA et al., 2004; TEMPONE et al., 2005; SÜLSEN et al., 2007; MISHRA et al., 2009). Entretanto, até o momento, estas moléculas ainda não estão disponíveis no mercado farmacêutico. Atualmente, no que diz respeito ao tratamento das Leishmanioses, a busca e o desenvolvimento de novas moléculas que sejam menos tóxicas, invasivas e de baixo custo é constante. Portanto, não havendo uma terapia eficaz no combate às Leishmanioses, torna-se necessária a busca de novas substâncias que sejam capazes de atuar sobre o protozoário sem causar danos ao hospedeiro, que tenham uma via de administração não invasiva e que, ainda, sejam viáveis economicamente. Assim, o estudo de novos compostos obtidos de produtos naturais ou planejamento de fármacos, potencialmente menos tóxicos e de baixo custo apresenta-se como atraente alternativa nessa busca, especialmente na região Amazônica devido à grande biodiversidade.