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Abordagem multimodal em modelo murino de acidente vascular encefálico isquêmico

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE BIOMEDICINA
Coordenador
DIELLY CATRINA FAVACHO LOPES REGO
Período
2024-01-02 a 2026-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Impacto na Amazônia

  • Mudanças Climáticas – Monitoramento do Clima

Resumo

Distúrbios neurológicos contribuem significativamente para a carga global de doenças e, atualmente, o acidente vascular encefálico (AVE) segue sendo a segunda maior causa de morte mundial e principal causa de comprometimento cognitivo-motor. Atrelado ao envelhecimento da população e a fatores como obesidade, diabetes e tabagismo, o AVE isquêmico é um desafio para os sistemas públicos de saúde, o que exige o aprimoramento de métodos diagnósticos sensíveis e terapias otimizadas. Além disso, circunvizinho ao núcleo isquêmico, existe a área de penumbra, correspondente à transição entre a lesão e o tecido normal, em que essa região é objeto para novas terapias capazes de reduzir o dano ou auxiliar no neurorreparo. Nesse contexto, o uso da medicina tradicional e de nutracêuticos têm sido legitimados na medicina como sendo uma estratégia farmacológica, com potencial neuroprotetor e anti-inflamatório, como, por exemplo, o açaí e a cúrcuma; possibilitando o desenvolvimento de pesquisas direcionadas ao tratamento de doenças neurológicas. Além disso, avanços no monitoramento da função cerebral, como a eletroencefalografia, têm otimizado a identificação das anormalidades eletrofisiológicas do AVE, registrando alterações que ultrapassam a zona de lesão e com potencial de antecipar intervenções que visem um melhor desfecho. Dessa forma, o atual projeto busca avaliar as ações neuroprotetoras e/ou neurorreparadoras dos tratamentos com o extrato de açaí e o fitoterápico cúrcuma, partindo de uma análise multimodal que inclui avaliação comportamental, eletroencefalografia e achados histopatológicos (área de infarto, contagem de neurônios, neurogênese e angiogênese) e análise morfológica glial (responsividade glial por imuno-histoquímica e fenotipagem através da análise fractal), uma vez que estratégias terapêuticas e de monitoramento são imprescindíveis para a tomada de decisão e para a fisiopatologia e prognóstico desta enfermidade; e acreditamos que estes estudos possam impulsionar mais estudos e pesquisas, e subsidiar a produção de novos fitoterápicos para serem utilizados com eficácia e segurança no tratamento de doenças neurológicas.