Análise in vitro da atividade anti-inflamatória de extratos de plantas da Amazônia contra o vírus T-Linfotrópico Humano (HTLV-1).
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Impacto na Amazônia
- Políticas Públicas – Apoio à Formulação
Resumo
O vírus T-linfotrópico humano (HTLV) é um retrovírus associado a doenças inflamatórias,autoimunes e linfoproliferativas, como a leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL) e a mielopatia associada ao HTLV-1 (MAH), com cerca de 5 a 10 milhões de indivíduos infectados no mundo. As políticas públicas de saúde para o HTLV-1/2 são consideradas escassas na região das Américas e, portanto, torna-se é crucial desenvolver terapias, buscando novas moléculas terapêuticas, que possam prevenir a ocorrência de doenças associadas ao HTLV-1 ou pelo menos bloquear a evolução da doença nos estágios iniciais. As drogas antirretrovirais em uso não são eficazes para o HTLV, não existe vacina disponível e o tratamento de pacientes com leucemia e mielopatia não apresentam bons resultados. Plantas medicinais com atividades antivirais tem sido têm sido amplamente utilizadas para tratar uma variedade de doenças não infecciosas e infecciosas, como para o HIV e outras infecções virais. Os biomas do Brasil, incluindo a Amazônia, totalizam 20% da biodiversidade do mundo e diante disso, a identificação de novas moléculas com potencial antiviral derivadas da biodiversidade brasileira tem sido foco de diversos estudos. Desse modo, o presente estudo pode trazer um grau de inovação e impacto nas pesquisas que visam encontrar abordagens terapêuticas para o vírus, diminuindo a evolução das doenças associadas e melhorando a qualidade de vida do indivíduo portador.