Quintais Agroflorestais do Grupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) e o potencial de fortalecimento da produção de andiroba (Carapa spp.) em Nova Ipixuna, Pará
ODS vinculados
- 5 - Igualdade de Gênero
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental
- Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
- Mudanças Climáticas – Sustentabilidade
Resumo
Nas últimas décadas, o Pará se configurou como o Estado com maior desmatamento acumulado e palco de incontáveis conflitos agrários violentos. Considerando que a capital Belém-PA sediará a COP-30, em 2025, esses fatos acabam ressaltando uma perspectiva negativa com enfoque no desmatamento e na insegurança rural, principalmente às lideranças que defendem as florestas em pé. O município de Nova Ipixuna, região sudeste do Pará, exemplifica esse histórico de degradação socioambiental, onde o PAE Praialta Piranheira foi criado em 1997 com intuito de promover a conservação ambiental associada ao desenvolvimento socioeconômico. Neste assentamento, o Grupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) se desenvolve por meio do extrativismo de sementes de andiroba para produção de óleo, simbolizando a luta pela conservação das florestas e resistência das mulheres no campo. No entanto, o grupo se fragilizou por conflitos agrários e redução da assistência técnica nos últimos anos e há indícios de queda de produtividade das andirobeiras nativas da floresta. Soma-se a esta problemática a idade avançada dos(as) coletores(as) de sementes e a escassez de mão-de-obra. Nesse sentido, este projeto de pesquisa tem os objetivos de compreender qual o potencial/viabilidade de cultivo de andiroba em Quintais Agroflorestais (QAF) e, pela perspectiva das famílias do GTAE, quais seriam as implicações, vantagens e desvantagens de se ter andiroba em QAFs e suas necessidades de manejo. Métodos participativos de diagnóstico, com mapeamento, entrevista e inventário de plantas são previstos para elucidar essa problemática e buscar soluções que propiciam melhora na qualidade de vida e bem-estar das comunidades do campo, além de contribuir para aumentar a resiliência da comunidade frente às adversidades ambientais, sociais e econômicas, sendo, adicionalmente, associado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Fome Zero e Agricultura Sustentável.