ESCRITAS ANTROPOFÁGICAS: arte e literatura e educação e...
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
Resumo
O projeto de pesquisa ESCRITAS ANTROPOFÁGICAS: arte e literatura e educação e... perspectiva uma educação antropofágica (COSTA, 2008) experimentada no dorso da filosofia da diferença em seus movimentos de devoração do corpo-escritura das artes e das literaturas de mulheres artistas e escritoras cujo ímpeto transgressor as impulsionaram ao caminho das letras e dos desvios políticos aos cânones literários historicamente dominados pela escrita masculina. Experimentar os movimentos de uma arte antropofágica nos desvios da diferença talvez concorra ao intento deste estudo. E considerando as reverberações de uma antropofagia que está no ar..., perfazendo o centenário de realização da Semana de Arte Moderna de 1922, estarão em cena, neste projeto, mulheres antropófagas de outros tempos e espaços longínquos e achegados , conectando platôs de um corpo-escritura devorado ao sabor das insurreições femininas e feministas de hoje e de outrora. Singelas e rebeldes artífices da diferença a cavalgar na nudez de um corpo-escritura em vias de fazer-se e desfazer-se, nos movimentos do devir-mulher. Por entre os traçados das cartografias dos rizomas em arte e literatura e educação, entrarão em cena distintas mulheres escritoras e artistas da própria vida, como Clarice Lispector, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Frida Kahlo, Hilda Hilst, Virgínia Woolf, Patrícia Galvão (Pagu) entre outras antropófagas, entrelaçadas à filosofia da diferença de Deleuze e Guattari, aos estudos feministas e estudos queer de Simone de Beauvoir, Judith Butler, Guacira Louro, Richard Wiscolci, Beatriz Preciado entre outras, ao encontro das reverberações antropofágicas de suas artes da existência. Assim, este projeto de pesquisa desafia-se a transcriar ondas artísticas, literárias e feministas nos movimentos de uma educação antropofágica, indo ao encontro das forças vitais de um corpo-escritura feminino e feminista, capaz de aumentar a potência de existir e as regurgitações antropofágicas dessas artes-vidas, abrindo canais para as reverberações do devir-mulher nos espaços sociais e educacionais por onde as cartografias dos rizomas ousarem se movimentar.