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“Avante, Mulheres!”: Interseccionalidades entre Gênero, Sexualidade e Educação no Campus Universitário do Tocantins/Cametá.

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
-
Coordenador
MARIA LUCILENA GONZAGA COSTA
Período
a
Grupo
Extensão

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação

Resumo

RESUMO: O Brasil tem estado, nos últimos anos, entre os países com maior índice de violência contra a mulher e a pandemia da Covid-19 contribuiu, significativamente, para que esse ranque fosse elevado. Inúmeros fatores contribuem para o crescimento da violência, como a baixa escolaridade, dificuldades financeiras, desconhecimento de direitos e políticas públicas que atendam às necessidades da mulher, que, muitas vezes, assumem uma jornada de trabalho exaustiva e a responsabilidade financeira pela manutenção da família. Com o intuito de trazer à baila questões referentes à mulher, no que diz respeito à gênero, sexualidade e educação no Campus Universitário do Tocantins/Cametá e sociedade civil organizada, este Projeto de Extensão propõe leitura, compreensão e debates, entre mulheres do município, as diversas condições de violência e submissão das quais são vítimas, principalmente, no contexto pós-pandêmico. Para tanto, objetivamos, por meio de leituras selecionadas, refletir, contextualizar e debater textos que tratam especificamente sobre o assunto a fim de discutirmos a situação da mulher subjugada, violentada e discriminada socialmente (HOOKS, 2017). Nesse sentido, os textos escolhidos para as discussões oportunizarão espaço para a inserção, adesão e ampliação do número de mulheres conhecedoras de sua realidade, o que as auxiliará na busca por seus direitos e espaços a serem ocupados na sociedade (LERNER, 2022). Assim sendo, como atividade extensionista, o Campus Universitário do Tocantins/Cametá abrirá espaço para ouvir e atender demandas de pautas importantes tanto para a comunidade acadêmica quanto para a sociedade cametaense que, recentemente, recebeu a instalação da DEAM, Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, após a inauguração da Sala Lilás não conseguir atender o número significativo de mulheres da região do Baixo Tocantins que procuraram o espaço para formalizar denúncias de maus-tratos, assédio, abuso, violência cometidos pelos seus parceiros e outras que não chegam a denunciar por sofrerem feminicídio. Acreditamos que as palestras, oficinas, rodas de conversa e minicursos a serem oferecidos pelo CUNTINS servirá, se não como sinal de alerta, pelo menos como possibilidade de combate ao patriarcado, (BUTLER, 2017) de luta pela igualdade de gênero entre outras perspectivas, além de oportunizar junto à graduação, pós-graduação e sociedade civil organizada, momentos de debate, reflexão e investigação sobre questões da mulher na contemporaneidade.