Economia Circular e Inovação Sustentável: Bioprospecção e Valorização de Compostos Bioativos a partir do Reaproveitamento de Resíduos Madeireiros da Flora Amazônica
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 12 - Consumo e Produção Responsáveis
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
A Amazônia abriga uma biodiversidade única, com inúmeras espécies vegetais que oferecem grande potencial para o desenvolvimento de produtos sustentáveis, inovadores e de alto valor comercial. A exploração racional dessa flora pode beneficiar setores como farmacêutico, cosmético e biotecnológico, contribuindo para o avanço científico e econômico do país. No entanto, atividades como a produção de óleos, extratos e a exploração madeireira geram grandes volumes de resíduos, frequentemente descartados ou subutilizados. Espécies como Mogno e Garapeira apresentam grande potencial comercial e seus resíduos serragem, cascas e folhas contêm compostos bioativos com diversas aplicações. Este projeto visa a valorização da cadeia produtiva dessas espécies por meio da bioprospecção de seus resíduos, com o objetivo de aproveitar os compostos bioativos presentes nesses materiais. A proposta busca identificar e caracterizar compostos bioativos nos resíduos de espécies amazônicas, investigando suas aplicações em setores estratégicos, como farmacêutico, cosmético e biotecnológico. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, promovendo práticas mais sustentáveis e a preservação da biodiversidade. O problema central abordado é o descarte ou a subutilização dos resíduos vegetais, o que limita o desenvolvimento sustentável da bioeconomia. Aproveitar esses resíduos para gerar insumos de alto valor pode contribuir para a geração de empregos, renda e alternativas ecológicas no mercado global. Assim, a questão central do projeto é: quais compostos bioativos presentes nesses resíduos podem ser identificados e transformados em insumos de alto valor agregado? A hipótese é que os resíduos dessas espécies contêm flavonoides, terpenos, taninos e outros compostos com propriedades farmacológicas. Estudos preliminares indicam que, mesmo após a extração dos produtos principais, os resíduos mantêm compostos bioativos relevantes. A metodologia combinará técnicas avançadas, como Cromatografia Líquida e Espectrometria de Massas, para isolar e identificar e quantificar os compostos de interesse, além de ensaios biológicos para validar suas propriedades farmacológicas. Espera-se que os resultados demonstrem a viabilidade de converter resíduos em insumos de alto valor, promovendo a economia circular, a sustentabilidade, fortalecendo a bioeconomia regional e oferecendo alternativas ecológicas para as indústrias.