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REFLEXÕES SOBRE A CONCEPÇÃO DE UNIVERSIDADE NAS OBRAS DE FLORESTAN FERNANDES

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO - CAMETA
Coordenador
JOAO BATISTA DO CARMO SILVA
Período
2025-09-01 a 2026-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Impacto na Amazônia

  • Mudanças Climáticas – Sustentabilidade

Resumo

Este projeto de pesquisa tem por objetivo geral analisar a concepção de universidade presente nas obras do sociólogo Florestan Fernandes, com foco em seus fundamentos teóricos, críticas à estrutura universitária brasileira e proposições para a transformação do ensino superior. Articula-se com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 - Educação de Qualidade. Parte-se do entendimento de que, para Florestan, a universidade deve atuar como instrumento de emancipação social, rompendo com seu histórico elitista e aproximando-se das necessidades das classes populares. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica, fundamentada no materialismo histórico e dialético, utilizando a análise de conteúdo, conforme proposta por Bardin (2011), permitindo a categorização das ideias centrais sobre a universidade nas obras selecionadas. Serão analisadas fontes primárias — como A Universidade Brasileira: Reforma ou Revolução? (1969), Educação e Sociedade no Brasil (1979), A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica (2006), Cultura e Sociedade (1980) e O que é Revolução (1981) —, além de fontes secundárias, como artigos, teses e dissertações que discutem o pensamento do autor. As categorias analíticas iniciais envolvem: universidade como instrumento de emancipação; crítica à elitização e ao tecnicismo; relação entre universidade e democracia; função social da ciência; e papel da universidade na transformação estrutural da sociedade. O estudo propõe-se não apenas a descrever, mas a interpretar criticamente a atualidade do pensamento florestaniano à luz dos desafios contemporâneos enfrentados pela universidade pública brasileira, problematizando a precarização do ensino, os cortes orçamentários e as ameaças à autonomia universitária. Assim, busca-se reafirmar a universidade como espaço estratégico para a construção de um projeto democrático, popular e socialmente comprometido.