Usos do ácido pirolenhoso na produção de mudas de pimenta-do-reino
ODS vinculados
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
Resumo
A pimenta-do-reino é comumente propagada através de mudas, obtidas pelo método vegetativo. As estacas herbáceas contêm de 2 a 3 nós, e são previamente enraizadas e depois implantadas em sacos plásticos pretos perfurados (27 cm x 17 cm x 0,10 cm), de 1 kg, para completar seu crescimento ao ponto de irem à campo. Esse procedimento mantém todas as características da planta matriz, como vigor e produtividade. (Embrapa, 2004). O ácido pirolenhoso diluído em água e aplicado ao solo ocasiona aumento de actinomicetes e micorrizas benéficas (MIYASAKA et al. 2001). Duarte, (2004) descreve que microrganismos, como os fungos saprófitas patogênicos, residentes no solo ocasionam perdas de estacas na fase de enraizamento. Por isso é necessário o tratamento do substrato para as mudas. A autora relata que com a suspensão da venda de brometo de metila, anteriormente usado para fumigação do solo, a esterilização a vapor úmido do mesmo, vapor seco e solarização são as metodologias mais usadas (DUARTE, 2004). Todavia, tais processos são demorados e pouco usuais pelos agricultores. Assim, o uso de ácido pirolenhoso como agente defensivo é uma opção, com aplicação via solo. Os efeitos nematicida, acaricida e fungicida do ácido já foram satisfatórios em culturas de arroz, dentre outras cultivares (TSUZUKI, 2000). Outra importância é dada ao uso do ácido no auxílio ao crescimento das mudas, com vigor e robustez, quando da sua aplicação via foliar. A eficiência se daria, em função dos seus compostos bioativos e reação do ácido com os fito-hormônios das plantas. Com um aumento da atividade enzimática do solo e maior desenvolvimento vegetativo das mudas (MENDONÇA, 2019).