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Violações de direitos socioterritoriais e racismo ambiental em comunidades ribeirinhas marajoaras no contexto de disputas e tensionamentos da agenda de mudanças climáticas na Amazônia.

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO MARAJO - BREVES
Subunidade
FACULDADE DE SERVICO SOCIAL - BREVES
Coordenador
EUNÁPIO DUTRA DO CARMO
Período
2024-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas

Resumo

Na busca por problematizar a realidade social dos povos e comunidades tradicionais (PCT’s) diante do avanço da emergência climática no Brasil, o projeto de pesquisa se propõe analisar como os efeitos da crise climática intensificam os processos de violações de direitos socioterritoriais e o racismo ambiental em comunidades ribeirinhas na Amazônia Marajoara. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC (2023), em sua avalição socioeconômica, informa que os povos e comunidades tradicionais são altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climática e as comunidades ribeirinhas estão dentre os muitos PCT’s afetados com as chuvas intensas e seca em abundância em seus territórios de florestas e águas. No Marajó, informações co-produzidas por comunidades ribeirinhas, quilombolas e pequenos agricultores, acenam para o aumento de queimadas naturais e doenças respiratórias em decorrência do aumento da temperatura, bem como enchentes inundando residências e limitando atividades agrícolas, erosão nas margens dos rios e incidência de diarreia, vômito e doenças causadas por picadas de insetos com destaque para dengue e malária (OBSERVATÓRIO DO MARAJÓ, 2023). Importante destacar que os efeitos não podem se limitar ao tempo e espaço e são históricos e se reatualizam nos corpos-territórios, configurando uma dupla e contínua opressão nas florestas: violação de direitos e racismo ambiental. Por outro lado, ao mesmo tempo que IPCC (2023) reforça que as florestas são essenciais para o enfrentamento das emergências climáticas por armazenarem carbono, refletirem calor e guardarem água da chuva, o relatório alerta para a crescente degradação que elas enfrentam com desmatamento, degradação dos solos e alta dependência da produção de commodities. Para isso, nos balizaremos no pensamento crítico latino-americano com ênfases na sociologia do desenvolvimento e na ecologia política. Laçaremos das produções científicas sobre Amazônia produzidas pro amazônidas e contaremos com as importantes contribuições GTS Questão Agrária, Urbana e Ambiental (ABEPSS). Metodologicamente, partimos visão crítica e interdisciplinar dos fenômenos socioterritoriais para o aprofundamento da totalidade social e suas particularidades a partir da perspectiva latino-americana com ênfase na relação comunidades ribeirinhas e direitos humanosna cena contemporânea de crise integrada e avanço da apropriação social da natureza.