← Voltar

O ENSINO DE HISTÓRIA E A BASE NACIONAL COMUM CURRÍCULAR: REFLEXÕES SOBRE A CULTURA LOCAL E O CURRÍCULO ESCOLAR

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO MARAJO - BREVES
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO E CIENCIAS HUMANAS - BREVES
Coordenador
ELIANE MIRANDA COSTA
Período
2023-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários

Resumo

A pesquisa tem como finalidade provocar reflexões sobre o ensino de história na educação básica em escolas públicas em Breves, arquipélago de Marajó, considerando o que propõe a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Procura-se problematizar o sentido e concepção de história presente na BNCC e assim refletir acerca do tipo de poder que este dispositivo pode exercer no ensino praticado nas escolas, especificamente em escolas públicas em Breves. Entendemos que o ensino, no geral, envolve a seleção de conteúdos e atividades, assim como sua organização ao longo do tempo de escolarização. Retoricamente cabe perguntar quem deve definir essa seleção, quem tem o poder de fazer tais escolhas? Quando, por que, como, com quê, com quem e por onde começar essa escolha? São questões nada fácil e/ou simples de responder, devido envolver intencionalidades e relações de poder, que ao longo dos tempos têm demandado diferentes teorias e concepções curriculares. Na abordagem de Tomaz Tadeu da Silva (2011) as teorias do currículo caracterizam-se como tradicional, crítica e pós-crítica, sendo que cada modelo envolve diferentes contornos e acepções ideológicas em que se forjam as relações de poder. O autor define desse modo que o currículo não é neutro, inocente ou desinteressado, ao contrário é resultado de processo que no geral reflete aos interesses particulares dos grupos e classes dominantes. Na acepção de Lopes e Macedo (2011) currículo é uma prática de poder, mas também de significação e atribuição de sentidos, logo, na sala de aula, currículo compreende múltiplos significados, ou seja, abarca contradições, interseções e cruzamentos culturais. Daí pautar nesta pesquisa o ensino de história no contexto do Marajó. Para tanto a pesquisa busca fundamentos teórico em escritos de autores do campo do currículo, em diálogo com autores da História da Educação e da Antropologia, com destaque para as categorias história, memória, cultura e identidade. A metodologia adotada caminha pelo viés da abordagem qualitativa privilegiando a coleta de dados por meio da pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e realização de entrevistas. Os dados serão analisados com base na técnica da análise de conteúdo. A pesquisa pretende responder os seguintes questionamentos: O ensino de História dialoga com as realidades vividas e compartilhadas no espaço escolar por alunos e alunas do ensino fundamental e médio em Breves? Qual o sentido e concepção de história é presente na BNCC e quais suas implicações para uma formação crítica? Como a história local se reverbera no currículo escolar nas escolas públicas em Breves? Como a história e a memória dos povos originários e do povo negro são representadas no livro didático sob a perspectiva da BNCC? Temos por perspectiva chamar atenção para a relevância em promover um ensino de história em diálogo com o saber local e a memória ancestral da região marajoara como condição para contribuir com uma formação da consciência histórica que corrobore a formação da identidade e do pensamento crítico.