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Estudos do lúdico na formação humana: os nexos entre Roger Callois e Gilles Bourgère acerca do jogo e da ontologia

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE CASTANHAL
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO FISICA - CASTANHAL
Coordenador
RENATA VIVI CORDEIRO
Período
2024-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Resumo

O Projeto de Pesquisa “Estudos do lúdico na formação humana: os nexos entre Roger Callois e Gilles Bourgère acerca do jogo e da ontologia” vem acompanhando, desde o ano de 2019 (i) as investigações entabuladas no período de 2017-2019, da pesquisa intitulada “A centralidade do lúdico na formação humana: crítica das teses de Johan Huizinga”, produto do processo de doutoramento concluído em março de 2019, (ii) as investigações vinculadas ao PRODOUTOR 2020, cujo produto final foi o Trabalho de Conclusão de Curso "Estudos em torno da crítica da centralidade do lúdico na formação humana: a ontologia em Walter Benjamin" - cujo trabalho teve sua defesa pública em outubro de 2021, pela então discente Aylla Maria Souza da Silva Mergulhão e, (iii) e a continuidade deste processo desenvolvido no PRODOUTOR 2020 , "Estudos em torno da crítica de centralidade do lúdico na formação humana, a ontologia na obra de Roger Caillois"., este último já concluído em torno da obra “Os jogos e os homens – a máscara e a vertigem”, (CAILLOIS, 2017). Partimos, portanto, de um objetivo genérico e aglutinador das investigações realizadas e em andamento, a saber, “reconhecer quais pressupostos ontológicos em desenvolvimento [...] acerca [...] (da) defesa da centralidade do lúdico na formação humana” (FERREIRA, 2019, p. 24), a partir do levantamento da obra Johan Huizinga (1999) - precisamente as publicações em português – brasileiro e lusitano – e espanhol), a obras “Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação” (BENJAMIN, 2009) e um estudo mais detalhado de Roger Caillois. Esses estudos têm como expressão central a singular a tradução material do lúdico e suas formas de “manifestações”: o jogo, a brincadeira, o brinquedo etc., manifestações essas que se fazem presentes cotidianamente no trabalho pedagógico da Educação Básica (singular e as vezes centradamente na Educação Física) e nos processos formativos de professores (nos cursos de licenciatura e bacharelados), quer sob a égide de sua própria objetividade (o lúdico como objeto de educação), quer sob sua perspectiva metodológica (o lúdico ou o jogo como “forma” de ensino de diferentes conteúdos e temas). A partir do momento em que temos o registro significativo desta temática, sob a perspectiva da categoria ontologia em torno e por dentro da obra de Johan Huizinga (a tese de doutoramento), cumpre-nos avançar nos registros de outros importantes e clássicos registros que tem no lúdico (ou em suas expressões: jogo, brinquedo, brincadeira, educação infantil etc.) sua centralidade e/ou atenção. É o caso de autores clássicos importantes para a filosofia da educação (no geral) e da educação (no específico). Pensadores da estatura acadêmica e histórica como Walter Benjamin (2002) e suas reflexões em torno da profunda manifestação dialética da infância, se apresentam, portanto, como centrais para este momento de continuidade, assim como está sendo com Roger Caillois e suas classificações em torno do jogo (agôn, aléa, mimicry e ilinx) e, nesta, em Gilles Brougère e suas relações do jogo e do brinquedo com a infância e suas imediatas relações sociais. Neste sentido, a proposta de renovação e sequencia ao projeto de pesquisa em voga, mantém como objeto de estudo a “crítica da centralidade do lúdico na formação humana”, que dará prosseguimento aos estudos das obras de Roger Caillois e retomando e avançando com a revisão críticas das obras centrais de Gilles Brougère – em particular BROUGÈRE, G.. Jogo e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas; 1988 e BROUGÈRE, G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez, 1995 – tanto na perspectiva dos supostos ontológicos que as sustentam – a partir da apropriação da lógica teórica e metodológica que estrutura o pensador, e do conjunto dos seus pressupostos filosóficos. Este processo geral de estudo é conduzido pela necessária compreensão crítica das obras destes pensadores, justamente pela necessária obrigação teórica e filosófica de estabelecermos um “[...] esclarecimento teórico relativamente àquilo que é precisa fazer, [e] de um cuidado em permanência requerido no que diz respeito àquilo que se faz” (BARATA MOURA, 2009; p. 9), registrando, portanto, que se trata de um estudo concernente à grandeza e importância das obras e seus obreiros filosóficos até aqui estudados, em estudo ou em metas futuras de aprofundamento.