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Estilo de vida e saúde mental de universitários pós-pandemia de COVID-19: um Estudo de coorte

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE CASTANHAL
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO FISICA - CASTANHAL
Coordenador
DANIEL ALVAREZ PIRES
Período
2023-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente

Resumo

Transtornos mentais são altamente prevalentes e estão associados a um grande impacto social. São transtornos com provável etiologia multifatorial e a idade de início para a maioria dos transtornos se dá entre os 15 e 35 anos de idade, compreendendo a adolescência até a vida adulta, faixa etária que contempla a maior parte dos estudantes universitários no país. Além de serem transtornos que iniciam cedo e causam um grande impacto na saúde pública, os transtornos mentais estão associados a uma redução na expectativa de vida em até 20 anos quando comparada a expectativa de vida da população em geral. Embora o suicídio seja uma causa-mortis prevalente, a redução na expectativa de vida dessa população se deve, principalmente, a elevada prevalência de doenças cardiometabólicas potencialmente preveniveis através de mudanças no estilo de vida. Evidências sugerem que alguns fatores do estilo de vida como dieta, atividade física, sono, gerenciamento do estresse, uso de substâncias psicoativas, suporte social/conectividade e relação com o meio ambiente são fatores de risco/protetores para o desenvolvimento de transtorno mentais na população em geral e em estudantes de países de alta renda. Nenhum estudo, até então, avaliou o quanto os diferentes domínios do estilo de vida predizem de maneira independente ou se a soma dos fatores tem um efeito aditivo na proteção contra transtornos mentais incidentes. O presente projeto retrata um estudo de coorte prospectiva que tem como objetivo investigar as relações entre estilo de vida e fatores correlatos nos transtornos mentais incidentes em universitários no Brasil. A amostra está estimada em 2300 participantes que serão avaliados na linha de base (fase I), reavaliados 1, (fase II), 2 (fase III) e 4 anos após a linha de base (fase IV). Na medida de base serão avaliados: 1) A presença de sintomas de transtornos mentais, avaliada pelas medidas de sintomas transversais de nível 1 do DSM-5, em toda amostra, e de nível 2 para os participantes que ultrapassarem o ponto de corte do instrumento de nível 1 em algum domínio, no domínio em que o participante exceder o ponto de corte; 2) O estilo de vida, incluindo nível de atividade física e comportamento sedentário, sono, dieta, uso de álcool, gerenciamento de estresse e tempo de tela. Uma subamostra, composta pelos participantes que atingirem o ponto de corte no instrumento de nível 1 serão convidados para realizar testes de capacidade física (capacidade cardiorrespiratória, força de preensão manual e força de membros inferiores) e coleta de marcadores de inflamação e de neuroplasticidade. Controles pareados por idade, sexo, índice de massa corporal auto reportada e, se possível, curso, com screening negativo no instrumento de nível 1 serão também convidados para realizar os testes de capacidade física e a coleta de material biológico.