Tendência temporal da sífilis congênita no Brasil: um estudo ecológico
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
O Brasil implementou diversas políticas direcionadas à sífilis congênita (SC), porém as eficácias dessas políticas ainda são questionáveis visto a ascendência contínua de casos em todo o território nacional. Adicionalmente, em um país de diversidade territorial e cultural as políticas podem ter diferentes alcances. Para essas avaliações, as análises temporais são de extrema valia pois permitem visualizar pontos temporais em que mudanças ocorrem na tendência da taxa e, com isso, associar a fenômenos socioeconômicos e políticos. Por isso, nesse projeto nós propomos analisar as taxas de detecção de SC e de sífilis gestacional (SG) no Brasil e em cada uma de suas regiões no período de 2011 a 2022. Nossa hipótese é que em regiões onde o pré-natal seja eficiente ocorra tendência crescente da taxa de detecção de SG e diminuição da taxa de SC. Métodos: Este estudo temporal utilizará dados de notificação de SG e SC de todos os municípios brasileiros. Os dados serão obtidos no site do DATASUS, agrupados por região, e as taxas de SG e SC calculadas. Para o cálculo das taxas anuais de SG e SC será considerado o número de casos de gestantes e crianças notificadas com a doença em cada região, respectivamente, divididos pelo número de nascidos vivos no respectivo ano. O resultado obtido será multiplicado por 1.000 como padronizado pelo Ministério da Saúde. As taxas de SG e SC serão analisadas pelo método Joinpoint, considerando as taxas como variável dependente e os anos como variáveis independentes. Serão calculadas a variação percentual anual (VPA), a variação percentual anual média (VPAM), os intervalos de confiança de 95% e os valores de p. Será considerada tendência crescente e decrescente os VPA com valores positivos e negativos, respectivamente, e com p<0,05. VPA com p>0,05 serão considerados estáveis.