← Voltar

Efeitos antineoplásicos da Euterpe oleracea (açaí) em diferentes linhagens celulares cancerígenas modelos in vivo: uma revisão sistemática

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE ODONTOLOGIA - FO
Coordenador
VANIA CASTRO CORREA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas

Resumo

Euterpe oleracea ou açaizeiro é uma espécie de palmeira nativa de diferentes países da região amazônica, como Brasil, Venezuela, Equador. O açaí, fruto da palmeira, é uma baga globosa e fibrosa de até dois centímetros de diâmetro, sua cor pode variar entre violeta e preto [1,2]. Nas últimas décadas, tem-se observado uma maior demanda do açaí não apenas no mercado brasileiro, mas também no global, em vista de suas propriedades bioativas e nutricionais que caracterizam o fruto como um alimento promotor de saúde [2,3]. Os principais constituintes fitoquímicos do açaí são os polifenóis e seus metabólitos secundários: antocianinas (como cianidina-3-rutinosídeo e cianidina-3-glicosideo), flavonoides e proantocianidinas, que têm propriedade farmacológica por terem caráter antioxidante, anti-inflamatório, anti-noceciceptivo, analgésico, antimicrobiano, cardio e neuroprotetor, anticancerígeno e outros [2,3,4,]. O efeito anticancerígeno dos polifenóis consiste na promoção da oxidação em células cancerígenas sem apresentar toxicidade elevada para as células normais e para o organismo. Isso pode ser explicado pela maior atividade metabólica e concentração de íons de cobre em células cancerígenas quando comparadas às normais, então os compostos aumentam os níveis de espécies reativas de oxigênio para um nível tóxico [5,6,7]. O objetivo do estudo é fazer uma análise dos efeitos promotores de saúde dos compostos da Euterpe oleracea, se são similares entre as mais diversas linhagens e tipos de neoplasias, se houve redução de viabilidade, motilidade, proliferação de células tumorais e morte celular por apoptose ou autofagia e comparar esses efeitos ao tratamento tradicional atual. Além disso, a presente pesquisa também objetiva mapear mecanismos e vias utilizadas pelo fruto, como regulação negativa de citocinas pró-inflamatórias e aumento na expressão de mediadores apoptóticos.