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MATERIAIS COMPÓSITOS COM RESÍDUOS E FIBRAS: FABRICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ANANINDEUA
Subunidade
FACULDADE DE ENGENHARIA DE MATERIAIS - ANANINDEUA
Coordenador
DEIBSON SILVA DA COSTA
Período
2025-04-30 a 2027-04-30
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 7 - Energia Acessível e Limpa
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 12 - Consumo e Produção Responsáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 17 - Parcerias e Meios de Implementação

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente
  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação
  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas
  • Mudanças Climáticas – Sustentabilidade

Resumo

O homem sempre se utilizou de materiais para satisfazer suas necessidades. Nos tempos mais remotos os materiais serviam para obtenção de utensílios de caça, de uso doméstico e para o vestuário. Depois de extraídos da natureza os materiais eram utilizados quase que diretamente em suas aplicações, com pouco ou quase nenhum processamento. Com o passar dos tempos o homem foi dominando o conhecimento a respeito dos materiais e seu processamento. Os materiais estão intimamente ligados à existência e à evolução da espécie humana. Desde o início da civilização, os materiais e a energia são usados com o objetivo de melhorar o nível de vida do ser humano. Dentre os materiais mais comuns, pode-se citar: madeira, cimento, pedra, aço, plástico, vidro, borracha, alumínio, cobre e papel. Existem muitos outros tipos de materiais e, para se notar tal fato, basta observar a constituição dos objetos ao nosso redor. A produção e transformação de materiais em bens acabados, constitui uma das mais importantes atividades de uma economia moderna. Um produto, para ser manufaturado, requer uma etapa de planejamento de seu processo de produção. Nesta etapa são selecionados diversos materiais, de acordo com os custos e, principalmente, com as necessidades técnicas exigidas. A elaboração dessa etapa exige que o responsável pela mesma tenha noção das estruturas internas dos materiais, pois o conhecimento das mesmas, aos níveis submicroscópicos, permite prever o comportamento do material em serviço, bem como possibilita programar e controlar suas propriedades e características. Anteriormente à revolução industrial, o extrativismo primário permitia uma colaboração harmoniosa com a natureza ou, no caso de abuso, levava rapidamente ao colapso. Com o advento da tecnologia moderna, entretanto, houve um aumento descontrolado nas demandas e no uso das reservas naturais, o que têm trazido consequências deletérias ao planeta. Temas como alterações climáticas ou aquecimento global, desequilíbrio de ecossistemas e desastres ambientais têm despertado um grande interesse da comunidade científica e da sociedade em geral, pois efeitos locais, regionais e globais já são associados à forma destrutiva de ação do ser humano sobre a Natureza. O desenvolvimento tecnológico relacionado com as exigências de consumo continua a aumentar a demanda sobre os recursos globais, levando a grandes questões de disponibilidade de material e sustentabilidade ambiental. Neste cenário, diversos setores têm buscado alternativas no sentido de mitigar os impactos ambientais decorrentes dos processos produtivos, bem como do uso dos produtos fabricados e seu descarte. Nos últimos anos, regulamentações governamentais sobre as emissões de dióxido de carbono e capacidade de reciclagem dos materiais têm produzido um aumento na utilização de materiais compósitos de fibras naturais, tanto nas indústrias automotivas e da construção. A produção de baixo custo energético com menos poluição e impacto ecológico, permitiram o desenvolvimento de novos materiais chamados de compósitos. Os compósitos são constituídos da combinação de dois ou mais materiais na escala macroscópica, onde um funciona como matriz e outro como reforço. O projeto de pesquisa busca por novos materiais, os materiais compósitos poliméricos com resíduos industriais (RCD, madeira, lama vermelha, caulim, cobre e cinzas) com fibras vegetais (sisal, malva, juta, abacaxi, palha da costa e açaí) serão desenvolvidos e caracterizados, materiais esses que devem ser com o mínimo de degradação ambiental e ter características que atendam suas expectativas e exigências de aplicações. Diante disso, novos materiais devem ser desenvolvidos e caracterizados para que venham atender as demandas de aplicações.