AVALIAÇÃO DE VARIANTES GENÉTICAS E O RISCO DE CÂNCER ORAL: ACHADOS DE REVISÃO SISTEMÁTICA COM ABORDAGEM BAYESIANA
Resumo
Nos dias atuais, câncer é o nome dado a um grupo de mais de 100 doenças que partilham entre si a característica principal de causarem o crescimento desordenado de células dentro do organismo do indivíduo, formando tecidos anormais, com alterações funcionais, capazes de invadir tecidos próximos e que comumente podem apresentar resistência ao tratamento. Nesse contexto, destacam-se as neoplasias malignas de boca, manifestas em qualquer estrutura oral, contemplando, então, lábios, gengivas, bochechas, palato e língua. Dado que os queratinócitos desempenham um papel central na constituição do revestimento da cavidade bucal, os carcinomas espinocelulares (CECs), também conhecidos como carcinomas de células escamosas (CCEs), que se originam nessas células, compreendem cerca de 90% dos casos, seguidos por carcinomas basocelulares, malignidades mesenquimais, tumores hematológicos e melanomas. A partir disso, entende-se que, apesar de depender diretamente do estágio do diagnóstico, o desenvolvimento desse quadro traz consigo um prognóstico menos favorável, tanto pela propensão à invasão de tecidos circundantes, como pela tendência à metástase e à resistência ao tratamento. Nesse sentido, é importante conhecer e validar os achados publicados em estudos de metanálises sobre a influência de variantes genéticas e o risco de câncer oral por meio de abordagem Bayesiana com a indicação de polimorfismos como possíveis biomarcadores moleculares para a doença.