Carcinoma Linfoepitelial (CLE) de cavidade oral, orofaringe e região nasossinusal: uma revisão sistemática das características clínicas e fatores prognósticos
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- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
O Carcinoma Linfoepitelial (CLE) é um subtipo raro de carcinoma que pode acometer a cavidade oral e outras regiões da cabeça e pescoço¹. Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de um carcinoma de células escamosas indiferenciado ou pouco diferenciado, caracterizado por intenso infiltrado linfoplasmocitário reativo, conferindo-lhe morfologia semelhante à do carcinoma nasofaríngeo (CNF)¹. Apesar da semelhança histológica, o CLE distingue-se do CNF principalmente pela localização anatômica e por apresentar evolução clínica distinta²˒³. O CLE é descrito na cavidade oral, orofaringe, cavidade nasal, seios paranasais e em outros órgãos da região de cabeça e pescoço. Quando acomete glândulas salivares, é classificado como uma neoplasia salivar⁴. O diagnóstico definitivo baseia-se na análise histopatológica complementada por exames imuno-histoquímicos, que demonstram positividade para citoqueratinas no componente epitelial e para CD45 no infiltrado linfoide adjacente⁵. Além disso, a patogênese do CLE apresenta forte associação etiológica com o vírus Epstein-Barr (EBV), especialmente em regiões endêmicas, como o Sudeste Asiático⁶˒⁷. Atualmente, a literatura em língua inglesa registra casuística limitada, com aproximadamente 70 casos descritos em cavidade oral e orofaringe e cerca de 40 casos em região nasossinusal, publicados majoritariamente como relatos de caso ou pequenas séries clínicas⁶˒⁸. Apesar desses avanços, persistem importantes lacunas no conhecimento acerca do CLE, especialmente quanto à padronização das condutas terapêuticas e à identificação de fatores prognósticos. Assim, o objetivo deste projeto é realizar uma revisão sistemática da literatura sobre os CLEs de cavidade oral, orofaringe e região nasossinusal, considerando a classificação atualizada da OMS de 2022.