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Cistos e tumores odontogênicos que sofreram malignização: uma revisão sistemática

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE ODONTOLOGIA - FO
Coordenador
FLAVIA SIROTHEAU CORREA PONTES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

Os cistos e tumores odontogênicos são lesões originadas a partir dos tecidos epiteliais e mesenquimais envolvidos na odontogênese. Embora, na maioria dos casos, apresentem comportamento benigno, tanto os cistos quanto os tumores odontogênicos podem, em situações raras, sofrer transformação maligna. Essa transformação confere à lesão um comportamento agressivo, com potencial de infiltração local, recorrência e, em alguns casos, metástase 1,2,3 Embora raras, as formas malignas de lesões odontogênicas podem surgir tanto a partir de tumores quanto de cistos. No caso dos tumores, o ameloblastoma é o exemplo mais clássico com potencial de malignização, podendo evoluir para o carcinoma ameloblástico, caracterizado pela presença de metástases mantendo a morfologia típica do tumor primário4. Já entre os cistos, há relatos de transformação maligna principalmente em cistos radiculares/residuais, seguido por cistos de desenvolvimento, como o cisto dentígero e o ceratocisto odontogênico, os quais podem dar origem ao carcinoma intraósseo primário. Essas malignizações representam um ponto crítico no manejo dessas lesões, pois alteram drasticamente o prognóstico e exigem estratégias terapêuticas mais agressivas5. A incidência dessas transformações é considerada baixa, representando uma fração mínima das neoplasias que acometem os ossos gnáticos2. Acredita-se que fatores genéticos, moleculares e ambientais possam estar envolvidos nesse processo, embora os mecanismos exatos ainda não estejam totalmente esclarecidos1,3,6. A identificação precoce de sinais histopatológicos sugestivos de transformação maligna é essencial para uma conduta clínica adequada1,2. O diagnóstico diferencial entre lesões benignas e malignas pode ser desafiador, especialmente nas fases iniciais da transformação. Ferramentas complementares como a imunohistoquímica e a biologia molecular têm desempenhado um papel cada vez mais relevante na elucidação diagnóstica e na definição do plano terapêutico6. O tratamento depende da agressividade da lesão, podendo variar desde a excisão cirúrgica ampla até abordagens multimodais envolvendo radioterapia e quimioterapia7. Diante desse contexto, o presente trabalho consiste em uma revisão sistemática da literatura sobre casos de cistos e tumores odontogênicos que sofreram transformação maligna, com o objetivo de identificar suas principais características clínicas, demográficas (como idade e sexo), localização anatômica, achados histopatológicos e condutas terapêuticas associadas.