Carcinoma de ductos salivares: Uma revisão sistemática
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Resumo
O carcinoma do ducto salivar (CDS) é uma neoplasia maligna de alto grau que acomete predominantemente a glândula parótida, podendo também se originar em outras glândulas salivares maiores, como a submandibular, e, mais raramente, em glândulas salivares menores. Trata-se de um tumor de comportamento agressivo, com tendência à metástase para linfonodos regionais e, eventualmente, à distância.² A denominação carcinoma do ducto salivar foi inicialmente proposta por Kleinsasser et al.³ e é atualmente adotada nas edições mais recentes da classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para neoplasias das glândulas salivares (GS). Entretanto, ao longo do tempo, essa entidade recebeu diferentes denominações, incluindo carcinoma cribriforme e carcinoma ductal de alto grau (CA de alto grau), entre outras. Além disso, muitos casos foram previamente classificados como adenocarcinoma de alto grau não especificado (NEG), carcinoma ex adenoma pleomórfico (CA ex AP) ou carcinoma indiferenciado, o que dificulta a determinação precisa de sua incidência. Com o avanço na caracterização histopatológica, associado à descrição de variantes morfológicas e à incorporação de métodos imuno-histoquímicos (IHQ), especialmente a avaliação da expressão do receptor de andrógeno (RA), houve melhora significativa no reconhecimento diagnóstico do CDS.1-6 Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura acerca do carcinoma do ducto salivar em glândulas salivares maiores e menores, abordando suas principais características clínicas e os fatores prognósticos que influenciam a sobrevida, à luz da classificação mais recente da OMS, publicada em 2022.