ANÁLISE DO POTENCIAL CICATRICIAL E ANTI-INFLAMATÓRIO DO ÓLEO DE ANDIROBA APLICADO EM FERIMENTOS CUTÂNEOS DE RATOS WISTAR
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
A pele é o maior órgão do corpo humano e funciona como uma barreira de proteção entre o meio interno e o ambiente externo. Quando essa barreira é danificada por feridas ou traumas, há um aumento no risco de infecções, já que microrganismos podem ultrapassar as defesas do corpo e atingir tecidos mais profundos, tornando o processo de cicatrização mais lento e complexo. A cicatrização é um processo biológico que ocorre em três fases interligadas: inflamatória (com etapas humoral e celular), formação de colágeno e remodelação tecidual. Nesse contexto, Pesquisas relacionadas às propriedades terapêuticas de produtos naturais crescem de forma significativa devido à busca de produtos com menor toxicidade, maior atividade farmacológica e biocompatibilidade, além de possuir maior acessibilidade para a população. Assim, uso de fitoterápicos tem ganhado destaque, pois certas plantas medicinais contêm compostos terapêuticos que auxiliam na regeneração celular e na modulação da cicatrização. Entre esses fitoterápicos está o óleo de andiroba (Carapa guianensis), amplamente conhecido na região Norte do Brasil por seu baixo custo e fácil acesso. Suas propriedades farmacológicas são bem conhecidas pelas populações tradicionais da Amazônia, que utilizam a fitoterapia como principal forma de tratamento. A andiroba possui compostos biologicamente ativos, como limonoides e triterpenos, que oferecem efeitos anti-inflamatórios, analgésicos, antialérgicos, antimicrobianos e cicatrizantes. Diante do interesse crescente em terapias naturais, a andiroba representa uma alternativa promissora para o tratamento de feridas, especialmente pela necessidade de encontrar substâncias que acelerem a cicatrização. Contudo, é importante investigar também possíveis efeitos adversos do uso tópico do óleo sobre a pele lesionada. Nesse sentido, estudos com ratos são relevantes, pois além de apresentarem semelhanças fisiológicas com os humanos, são animais de pequeno porte, de baixo custo e fáceis de manejar, o que os torna ideais para esse tipo de pesquisa.