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(Bio)Tecnologia na recuperação da vegetação nativa da Amazônia: bases para fitoextração, cultivo in vitro e bioinsumos sustentáveis.

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTAMIRA
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS - ALTAMIRA
Coordenador
RAIRYS CRAVO HERRERA
Período
2025-04-30 a 2028-04-30
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente

Resumo

O Brasil tem até 2030 para zerar o desmatamento ilegal, ampliar a área de florestas sob manejo ambiental sustentável e recuperação de florestas e vegetação nativa degradadas. No Pará, o município de Altamira se destaca na região de integração do Xingu pelas taxas de desmatamento devido às atividades de pecuária e madeireira. Para recuperação da vegetação amazônica é importante identificar alternativas para reabilitar essas áreas, sendo importante considerar a acidez do solo encontrado na região, que torna o alumínio tóxico e prejudicial para as plantas. Identificar espécies que acumulam alumínio pode auxiliar na fitoextração do componente tóxico do solo, acelerando a reabilitação florestal. Além disso, a disponibilidade de mudas e insumos para substratos ainda são desafios a serem superados na recomposição florestal. Uma das alternativas capaz de aumentar a produção de mudas é a cultura de tecidos de plantas por meio das técnicas de micropropagação e de crescimento lento, que permitem a propagação e a manutenção de genótipos vegetais com características superiores por longos períodos. Um ponto crucial para as mudas provenientes da micropropagação é sua capacidade de sobreviver em ambientes naturais, então, a adequada aclimatização, bem como o uso de substratos, que permitam essa sobrevivência de mudas, se tornam cruciais. Para a execução do projeto, serão realizadas expedições de campo para localização e identificação de plantas acumuladoras de alumínio e para a coleta de material vegetal para os testes de estabelecimento in vitro. Posteriormente, explantes assépticos serão inoculados em diferentes meios de cultura para multiplicação e enraizamento. Com a obtenção de plântulas, estas passarão pelo processo de aclimatização. Em tamanho e idade adequados, as mudas de cada espécie serão avaliadas quanto ao crescimento em viveiro a partir de diferentes bioinsumos. Para os testes de bioinsumos, haverá coleta de resíduos orgânicos vegetais e bioensaios para fitotoxidade. Pelo exposto, esta pesquisa pretende colaborar com o desenvolvimento de bioprocesssos voltados para a identificação de espécies promissoras para fitoextração e, por outra vertente, produzir mudas para testes de crescimento em substratos orgânicos sustentáveis.