Dimensionamento dos Portadores de Intolerância e Alergia Alimentar na Região Metropolitana de Belém-PA
ODS vinculados
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Resumo
As alergias alimentares são respostas exageradas do sistema imunológico, que podem trazer risco à vida e são consequência da exposição a um determinado alimento ou, até mesmo traços de substâncias presentes nos alimentos (DHONDALAY et al., 2017). A porção do alimento que desencadeia a reação alérgica é denominada alérgeno (BERZUINO, 2017). O aumento das intolerâncias e alergias alimentares tem marcado os últimos anos e atingido muitas famílias. Ainda que tenham sido realizadas pesquisas para compreender os mecanismos que levam à sensibilização e doença, as respostas ainda inconclusivas, o que indica a necessidade de novas pesquisas (SAMPSON et al., 2018). Trata-se de uma temática que preocupa tanto o público em geral, quanto os gestores de políticas públicas, agências reguladoras de medicamentos e alimentos, indústria de alimentos, cientistas, profissionais da saúde e, principalmente, famílias de crianças e jovens que sofrem com essas alteração da saúde (BURKS et al., 2018). Um estudo do Hospital Infantil da Filadélfia, a prevalência de alergia alimentar foi de 6,7% (HILL et al., 2016). Segundo SICHERER e SAMPSON (2014) as alergias alimentares provavelmente afetam quase 5% dos adultos e 8% das crianças. Enquanto, outros trabalhos mostraram que muitos pacientes com alergias alimentares são alérgicos a vários alimentos, com certas alergias alimentares ocorrendo concomitantemente (ANDORF et al., 2017). As informações levantadas se repetem no Brasil que, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, as alergias alimentares acometam de 6 a 8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2 a 3% dos adultos (ASBAI, 2020). Há, contudo, muito a ser estudado para que a sociedade possa ser beneficiada, pois apesar dessa prevalência, do desconforto, dos custos e consequências para a saúde gerados pelas intolerâncias e alergias alimentares, ainda há muitos pacientes e seus familiares não sabem como agir para prevenir a exposição ao agente que causa a crise alérgica ou o que fazer no momento de uma exacerbação do quadro (DHONDALAY et al., 2017). O caminho para reduzir as intolerâncias e alergias alimentares passa por questões complexas inerentes à própria doença, incluindo a prevalência e gravidade e seu impacto nos indivíduos, famílias e comunidades afetadas, além de repensar os diagnósticos, tratamentos, prevenção e políticas públicas (DUNNGALVIN et al., 2018). Esta proposta busca contemplar esta temática, conhecendo o quantitativo de pessoas portadoras de intolerância e/ou alergia alimentar na região metropolitana de Belém-PA, considerando as alergias que mais afetam a população, sem deixar de considerar as consequências deixadas pela pandemia no agravo de todo tipo de doença que altera a imunidade.