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“Valorização de resíduos agroindustriais da Amazônia através da produção de ácido succínico via uso de misturas eutéticas e fermentação com Actinobacillus succinogene: avaliação química, antimicrobiana e mutagênica”

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE NUTRICAO
Coordenador
JOHNATT ALLAN ROCHA DE OLIVEIRA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 12 - Consumo e Produção Responsáveis

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas

Resumo

INTRODUÇÃO. A crescente demanda por alternativas sustentáveis na produção de compostos químicos tem impulsionado o desenvolvimento de processos biotecnológicos inovadores como o uso de Misturas Eutéticas. O ácido succínico é um produto de alto valor agregado, com aplicações na indústria alimentícia, química e farmacêutica. No entanto, sua produção enfrenta desafios econômicos e ambientais. Assim o presente projeto propõe a valorização de resíduos agroindustriais produzidos na Região amazônica, como o caroço de açaí (Euterpe oleracea Mart.) e a palha de soja (Glycine max L), para a obtenção sustentável de ácido succínico, promovendo a bioeconomia e a economia circular. OBJETIVOS. Dessa forma esse projeto visa desenvolver um processo sustentável para a produção fermentativa de ácido succínico a partir de licores do pré-tratamento químico dessas biomassas, utilizando misturas eutéticas e ácido diluído com avaliação da atividade antimicrobiana e a mutagenicidade dos produtos obtidos. METODOLOGIA. Os resíduos serão submetidos a pré-tratamento químico com misturas eutéticas nas condições de 10% de carga de sólidos (m/v) a 121ºC durante 60 minutos e os licores resultantes serão quimicamente caracterizados via cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e avaliados para atividades biológicas. As melhores misturas de extração serão avaliadas através de um planejamento experimental do tipo 23 e MSR (Metodologia de Superfície de Resposta). Os licores resultantes serão fermentados com Actinobacillus succinogenes a 37ºC durante 24h, seguido da purificação do ácido succínico e avaliação de rendimento. Os fermentados serão ainda analisados via CLAE para compostos bioativos e capacidade antioxidante, além da atividade antimicrobiana e mutagenicidade. RESULTADOS. Espera-se obter ácido succínico purificado com alto rendimento, demonstrar a viabilidade técnica da fermentação dos licores e identificar compostos bioativos com propriedades antimicrobianas e livres de mutagenicidade.