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Efeitos da intensidade variável do treinamento orientado à tarefas (TOT) a partir de atividades cotidianas sobre a independência funcional e as atividades de vida diária (AVDs) em sobreviventes de acidente vascular encefálico (AVE).

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Coordenador
MARCELO MARQUES CARDOSO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O Treinamento Orientado à Tarefa (TOT) é uma abordagem terapêutica fundamentada nos princípios da aprendizagem motora, neuroplasticidade e prática funcional significativa, amplamente utilizada na reabilitação de indivíduos sobreviventes de Acidente Vascular Encefálico (AVE). Apesar das evidências sobre os benefícios do TOT na recuperação funcional e motora, ainda são escassos os estudos que investigam os efeitos da intensidade progressivamente aumentada do treinamento, especialmente quando baseado em Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs), no contexto da Prática Baseada na Ocupação. Assim, o presente estudo objetiva investigar a eficácia do Treinamento Orientado à Tarefa com intensidade progressiva sobre o desempenho funcional e ocupacional de sobreviventes de AVE. Trata-se de um estudo piloto, randomizado, com 30 participantes sobreviventes de AVE, divididos igualmente em dois grupos: Grupo TOT com intensidade progressiva (TOT-ip) e Grupo TOT com intensidade constante (TOT-ic). Os participantes serão recrutados da demanda reprimida do Sistema Único de Saúde e selecionados conforme critérios de elegibilidade previamente definidos. O protocolo consistirá em 20 sessões de 60 minutos, realizadas duas vezes por semana, durante aproximadamente dois meses e meio. As intervenções serão baseadas em tarefas funcionais relacionadas às AVDs e AIVDs, incluindo autocuidado, mobilidade, preparo de refeições e atividades comunitárias. Os desfechos serão avaliados por instrumentos padronizados, como Índice de Barthel, Escala de Lawton & Brody, COPM, Avaliação Sensorial de Nottingham, MIF, Monofilamentos de Semmes-Weinstein e escala Medical Research Council. Os dados serão analisados por estatística descritiva e inferencial, adotando-se nível de significância de p < 0,05. Espera-se que o TOT com intensidade progressiva produza melhores desfechos funcionais, motores e ocupacionais quando comparado ao treinamento com intensidade constante, promovendo maior independência funcional, desempenho ocupacional, participação social, qualidade do movimento e engajamento nas ocupações cotidianas de sobreviventes de AVE.