Mulheres Quilombolas: saberes e resistências nos territórios da na Amazônia Tocantina em Abaetetuba-PA.
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
- 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 14 - Vida na Água
- 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
Resumo
A investigação pretende realizar um estudo acerca da relação entre os saberes de mulheres quilombolas da Amazônia Tocantina e a educação da vida tal como elas ocorrem nas Comunidades Quilombolas das ilhas de Abaetetuba. A intensão é verificar os saberes e práticas sociais das mulheres trabalhadoras rurais quilombolas no sentido de compreender se e como dinamizam processos educativos de partilha de produção social de existência, que possibilitem um movimento de resistência e manutenção da sociabilidade quilombolas, frente à sociabilidade na lógica do capital. Dando seguimento no estudo realizado na tese de doutoramento, seguiremos aprofundando estudos com base nas ideias de Gramsci (1988) de hegemonia e contra hegemonia, visto que, tanto o Estado, quanto a sociedade civil estão perpassados pela luta de classes, abordaremos o conceito de experiência que Thompson (1987) para compreender e analisar os saberes das trabalhadoras quilombolas. Pretende-se ainda utilizar Freire (1977, 1982) e Brandão (2002), para refletir sobre cultura e educação, na perspectiva de que aprender é participar de vivências culturais em que, ao compartilhar tais eventos fundadores, cada um de nós se reinventa a si mesmo. Ampliando os estudos sobre as mulheres quilombolas, quilombos na Amazônia Tocantina, organização social das trabalhadoras, e as disputas produzidas no seu interior e as interferências do capital trazidas por meio do agronegócio, pelas relações comerciais e produtivas. Pretende-se continuar a pesquisa sobre as mulheres quilombolas das ilhas de Abaetetuba, centrada na pesquisa qualitativa, com ênfase nas narrativas orais e aspectos da etnografia, para compreender se essas mulheres assumem um fazer e saber partilhado, capaz de salvaguardar a ancestralidade, o território, as águas, o cuidado e cultivo das relações comunitárias, o trabalho, e as formas de viver e estar no mundo, verificando se reforçam as práticas de existência nas águas dos rios, nas roças, nos quintais, legitimando com suas experiências de lutas a manutenção da sociabilidade quilombola, em um movimento contra hegemônico frente às interferências na lógica do capital.