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Estudo transcultural de inclusão e acessibilidade via uma ferramenta georreferenciada.

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
Coordenador
LAIANA SOEIRO FERREIRA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O presente projeto constitui um recorte de iniciação científica vinculado ao projeto matriz “Estudo transcultural de inclusão e acessibilidade via uma ferramenta georreferenciada”, desenvolvido no âmbito da cooperação acadêmica entre instituições brasileiras e alemãs. A proposta matriz tem como eixo central o uso do aplicativo D’Móvel, ferramenta georreferenciada e colaborativa voltada ao mapeamento de condições de acessibilidade em diferentes espaços, com destaque para ambientes universitários. O recorte proposto para o PIBIC tem como finalidade analisar a acessibilidade arquitetônico-estrutural e atitudinal no contexto universitário, considerando suas possíveis relações com a saúde mental, a integração social e as vivências acadêmicas de estudantes com e sem deficiência. Parte-se da compreensão de que a inclusão no ensino superior não depende apenas do ingresso formal de estudantes com deficiência, mas também da existência de condições institucionais que favoreçam sua permanência, participação, autonomia e pertencimento à vida acadêmica. A acessibilidade arquitetônico-estrutural será compreendida a partir das condições físicas dos espaços universitários, tais como circulação, rampas, elevadores, portas, banheiros acessíveis, sinalização, mobiliário, pisos, rotas acessíveis e demais elementos que possam facilitar ou dificultar o uso dos ambientes por estudantes com deficiência. Já a acessibilidade atitudinal será analisada a partir das percepções sobre acolhimento, respeito, comunicação, atendimento, ausência de discriminação e atitudes inclusivas no ambiente universitário. A proposta justifica-se pela necessidade de produzir evidências científicas sobre barreiras e facilitadores de acessibilidade no ensino superior, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais, territoriais e educacionais, como a região amazônica. A universidade deve ser compreendida como espaço físico, social e institucional, no qual a inclusão depende tanto da eliminação de barreiras materiais quanto da construção de relações acolhedoras, respeitosas e participativas. Além das condições de acessibilidade, o estudo considera indicadores de saúde mental, integração social e vivências acadêmicas, uma vez que estudantes universitários podem enfrentar desafios relacionados à adaptação, pertencimento, relações interpessoais, exigências acadêmicas e permanência institucional. Para estudantes com deficiência, tais desafios podem ser intensificados quando o ambiente apresenta barreiras físicas, comunicacionais, pedagógicas ou atitudinais. Metodologicamente, trata-se de um estudo descritivo, exploratório e aplicado, com abordagem quantitativa e qualitativa. A pesquisa envolverá estudantes universitários com e sem deficiência, regularmente vinculados à instituição participante. Os dados poderão ser provenientes de questionários sociodemográficos e acadêmicos, instrumentos de rastreamento de indicadores de saúde mental, medidas de integração social e vivências acadêmicas, além de registros de acessibilidade vinculados ao aplicativo D’Móvel ou a formulários complementares do projeto. Os dados quantitativos serão organizados em planilhas eletrônicas e analisados por meio de estatística descritiva, incluindo frequências, percentuais, médias e medidas de dispersão. Quando possível, serão realizadas comparações entre estudantes com e sem deficiência, considerando indicadores de acessibilidade, integração social, vivências acadêmicas e saúde mental. Os dados qualitativos, especialmente comentários, relatos e descrições sobre barreiras e facilitadores de acessibilidade, serão organizados por categorias temáticas, buscando identificar padrões de percepção sobre os espaços universitários e suas implicações para a participação acadêmica. A bolsista PIBIC participará de atividades compatíveis com a formação em iniciação científica, incluindo levantamento bibliográfico, leitura e fichamento de artigos, organização de instrumentos, apoio à tabulação e conferência dos dados, sistematização de categorias de análise, elaboração de quadros e sínteses, participação em reuniões de orientação, construção do relatório parcial, relatório final e resumo para apresentação no Seminário de Iniciação Científica da UFPA. Espera-se que o projeto contribua para a formação científica da bolsista, para a produção de conhecimento sobre acessibilidade e inclusão no ensino superior e para a geração de subsídios que possam apoiar ações institucionais voltadas à permanência, participação e bem-estar de estudantes com deficiência. Como produtos, estão previstos relatório parcial, relatório final, resumo científico e, quando possível, manuscrito acadêmico derivado dos resultados do estudo.