MITO POÉTICAS DE LUGARES, PALMEIRAS E OUTRAS PLANTAS AMAZÔNICAS.
ODS vinculados
- 1 - Erradicação da Pobreza
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 12 - Consumo e Produção Responsáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
- 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes
- 17 - Parcerias e Meios de Implementação
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
Resumo
O projeto vem investigar as relações entre natureza e sociedade, a partir das vivências das populações ribeirinhas com as matas/rio, palmeiras e outras plantas da Amazônia Tocantina, relações estas que no geral tem suas origens no mundo vegetal. Trata-se de um estudo multidisciplinar, que envolve os campos da Linguagem (narrativas orais) Antropologia, Botânica e Sociologia do Imaginário. Além de uma metodologia baseada na escuta/leitura das lendas e mitos, seja na forma escrita ou recitada, me valerei de aplicação de entrevistas abertas e registros visuais, a fim de provocar uma imersão hermenêutica na literatura oral local, que merece todo um tratamento etnográfico e estético-imaterial, quando se busca dá a devida importância destes elementos na vida cultural das comunidades amazônicas. Com isso, pretendo reapresentar, principalmente, as palmeiras em sua expressão mito poética, considerando sua forte presença neste bioma e constituinte do imaginário. Por isso, pedimos o auxílio dos saberes etnobotânicos e da literatura oral, por onde posso vincular os livros ao fazer de matapis, mingaus e licores, sucos e sabores, cestarias, biojoias, pinturas, esculturas, cantos e performances teatrais, além de tantas outras expressões da cultura popular, em que as palmeiras e outras plantas se encontram envolvidas. No intuito de compreender a forma como artistas, músicos, compositores, poetas, atores, artesãos- o ser humano comum- dão vida a estas artes poéticas ou comunitárias, a partir da interação com o mundo vegetal e suas narrativas de origem, por onde mergulho no mundo da linguagem das margens e das descrições de usos e costumes na relação longínqua que obtemos com plantas, frutas e os diversos artefatos que derivam destes vegetais, por sua vez, somo aos registros do mito veiculado pela escrita e outras formas de expressão poética, toda uma referência literária já consolidada na região, evidenciando documentos imprescindíveis na compreensão dos símbolos de uma dada cultura, naquilo que alguns traduzem por etnopoéticas.