Movimento Negro e Quilombola em Abaetetuba: identidades e conexões
ODS vinculados
- 10 - Redução das Desigualdades
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
Resumo
Sabemos a que entre os séculos XVI e XIX cerca de 11 milhões de africanos vieram para as Américas sendo que destes, cerca de 4 milhões desembarcaram nos portos do Brasil, de modo que nenhuma outra região americana esteve tão ligada a África por meio do tráfico. Ainda que esses números sejam expressivos, nossa sociedade por muito tempo ignorou a participação, fundamental dos africanos e dos afrodescendentes na formação e constituição social, cultural e econômica de nosso país. A história dos remanescentes de quilombo no Pará já foi registrada por importantes trabalhos que fornecem importantes instrumentos para a compreensão da formação destes grupos de pessoas que resistiram a situação de coisa que lhe fora imposta. O capítulo sobre liberdade foi escrito pelos negros escravizados, na medida em que inventaram inúmeras formas de resistência e contestação dentre elas a formação de quilombos. Este projeto quer investigar a construção de identidades e conexões identitarias negras e quilombolas, tendo como fonte de investigação membros de entidades do Movimento Negro e Quilombola do município de Abaetetuba, região do baixo Tocantins, Estado do Pará. Segundo o IBGE, a população de Abaetetuba em 2022 era de aproximadamente 159 mil habitantes. Em 2010 de acordo com os dados do censo demográfico 57,6% da população de Abaetetuba se declarou preta ou parda, isso mostra uma presença significativa da população negra no município. Ainda identificou que a existência de comunidades quilombolas em Abaetetuba estima-se em 12 reconhecidas e tituladas no município.